sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ENCONTRO.

Movo-me seguro
por entre as veredas
de um caminho escuro,
sem que intercedas
nos gestos, no motivo
do meu caminhar ...
nem no meu olhar ativo,
nem na certeza
do que vou encontrar,
nem na leveza
desse respirar ...
... só mesmo na natureza
desse teu modo de amar.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 17.12.1986. Inédito!

O NOVO.

Falar do que jamais foi dito
é esbarrar na fortaleza do saber,
engolir um pouco do infinito
do que se propõe a beber,

é fazer jorrar da fonte
a água mais pura e cristalina,
atravessar uma ponte
que se estende numa piscina,

é caminhar numa estrada
sem rumo nem direção,
em vão sofrer uma paulada
e cantar uma canção.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 24.10.1986. Inédito!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ALGO.

Eu era algo que não podia explicar,
transparente e intangível.
Depois, não me recordo bem,
tudo se desfez
e eu me vi acuado, atrofiado,
nadando e crescendo
dentro de um mundo ínfimo que,
entretanto, aquecia-me,
dava-me segurança.
Mas meu mundo, pequeno mundo,
caiu, virou de pernas prá cima.
Arrebatado sem nenhuma razão aparente,
afunilando-me na estreiteza
daquele mundo
que agora parecia-me distante,
senti-me amarrado pela barriga
e, de repente, eu via luz ...
sim, eu era algo ... que depois de tudo,
enfim nasceu, nesse mundo louco!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 28.02.1993. Inédito!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O PALHAÇO.

Abençoada seja a lona que resguarda
e acalenta sonhos de criança
transmissíveis aos olhos de quem guarda
e reconhce nos gestos, a mais terna herança.

Louvadas seja as luzes que iluminam
e eternos os palcos que sustentam
as doces lágrimas que da emoção germinam
e brandeiam e ostentam.

Valor tenham os príncipes, os reis,
o cobre, ouro, o aço.
Cumpridas sejam as normas, as leis,
mas amado e adorado, seja o palhaço.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 18.07.1986. Inédito!

A PRAÇA.

Sentado aqui nessa praça,
vendo as pessoas que passam
                            sinto a brisa que,
terna, me abraça.
Necessários se fazem pensamentos,
que a cabeça me façam.
Prá não ouvir lamentos,
                            dos passáros,
ouço o canto,
                            das borboletas,
vejo o puso suave.
                            Saio da vida real
e dos versos fujo pro encanto
                             de ver, a eterna liberdade,
no simples vôo de uma ave ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1991. Inédito!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A NOBRE NOÇÃO DA NOCIVIDADE.

Esse laço apertado
feito da nolição
da nossa juventude,

feito a parte mais dura
da impenetrável madeira
da consciência,

feito o ponto de inserção
das folhas no caule
dessa árvore de lamentações,

feito a articulação
das falanges dos dedos
nas nossas mãos suplicantes,

feito ponto grave,
que muita atenção merece
em nossas vidas nodosas.

Essa ligação,
esse enlace,
este nó na garganta!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 01.10.1992. Inédito!

EU.

Redro as vinhas
para tirar as ervas,
contorno cada ato
e não reduzo o excesso,
a superfluidade.
Sou assim,
redudante,
embora racional ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 01.101992. Inédito!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O HÁLITO.

Quando caia a tarde
era a hora
de todas as coisas se reunirem.
Cada centímetro do crepúsculo
revelava a mesma luminosidade
talhada na cor púrpura
daquele fenômeno.
Nenhum marco parecia estático
diante da grandiosidade de uma estrêla
que, naquele dia, morria
prá renascer áurea, límpida, no outro.
Qualquer ser vivo
reconhecia a sua pequenez
e suas vidas eram moldadas
de conformidade com as leis naturais
que os regiam.
Naquela tarde,
eu observava atento
aquelas plagas distantes
e o espaço parecia-me um imenso oceano
composto de nada.
Minha vida era feita de espera
como se não restasse mais nada a fazer,
naqueles dias.
Mas de repente, toda aquela vida
que parecia-me inútil,
encheu-se de uma luz brilhante,
tão branca quanto qualquer conceito
que tenda à perfeição.
Ele estava ali,
preenchia o horizonte dos meus olhos
e pairava sobre um suporte energético que
mais parecia-me a extensão da sua forma,
que um meio de transporte.
Mas eu não podia tocà-lo,
estava nuito acima
do alcance dos meus braços
e do meu merecimento.
Ao vasculhar com os olhos, infinitos,
a superfície daquele lugar
mirou sobre o meu ohar e sorriu-me.
E dos seus lábios
surgiam sons que me enterneciam,
e do seu hálito,
a essência da literatura.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 04.07.1991. Inédito!

domingo, 26 de dezembro de 2010

COMENTÁRIO:

Ontem, dia 25 de Dezembro de 2010, dia da comemoração dos Cristãos do nascimento do Salvador, Jesus Cristo, tive a oportunidade de assistir ao filme JESUS, exibido na TV BANDEIRANTES.
Por infelicidade minha não observei o nome do diretor do mencionado filme.
O filme, como era esperado narra a caminhada de Jesus a partir dos trinta anos até aos trinta e três, quando é crucificado e, no terceiro dia, "ressuscita".
Os milagres são os mesmos, a relação com Maria Madalena é a mesma que já conhecemos nas narrativas convencionais, baseadas no texto bíblico.
Porém, o filme JESUS mostra o Salvador como um jovem alegre e brincalhão e que até bebe  em uma festa de casamento, onde transforma água em vinho.
O Salvador jovem e alegre, acredita no amor e não na violência utilizada por Barrabás e seus guerreiros, para a libertação do povo Judeu do julgo do Império Romano. No filme, Jesus até tem a oportunidade de conversar com Barrabás e argumentar que a violência só gera mais violência e que só amor e a humildade seriam armas suficientes para vencer os dominadores Romanos. É lógico que Barrabás não entendia dessa forma!
O filme tem um rítmo mais dinâmico e, portanto, não torna-se cansativo. Apesar de tratar da vida do Salvador, com os mesmos temas bíblicos que conhecemos, é até agradável de assistir.
Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi a conotação política dada a "traição do apostólo Judas."
Embora tenha sido alertado pelo próprio Jesus, na Última Ceia, o apóstolo insistiu em traí-lo.
Depois da crucificação de Jesus Cristo, em uma conversa com o apóstolo Pedro, o qual também o tinha negado, por três vezes, embora tivesse sido avisado, no Jardim do Getsemani, de que desse modo procederia, Judas afirma para Pedro que assim agiu porque pensava que, com a prisão de Jesus, amado por seus seguidores, faria com que o povo Judeu se revoltasse contra os Romanos e, contra eles entrassem em guerra, objetivando a sua libertação e livrando o território dos déspotas romanos.
O filme, na realidade, desmistifica a predestinação de Judas para trair o "Filho de Deus" por algumas moedas de ouro, como se para isso, estivesse sendo, por assim dizer, um "laranja" da predestinação e da profecia bíblica.
Mostra que Judas, traidor, agiu utilizando-se do seu livre arbítrio, fundamento divino que é defendido pelo Salvador contra "Satanás", até as últimas consequências.
No filme, "Satanás", ardiloso, aproveita-se do sofrimento "expiatório" de Jesus no Jardim do Getsemani, para tentar convencê-lo a desistir de cumprir o seu "destino". Para tanto, mostra-lhe o futuro, as guerras que seriam travadas em seu nome. Argui que todo o seu sofrimento porquê passasse, não seria sufuciente para salvar a humanidade do caos e da dor e, que só a predestinação garantiria o futuro e a salvação dos homens.
Jesus, é claro, fundamentado nas orientações de Deus, persistiu pelo livre arbítrio.

Por RUI RICARDO RAMOS.

VIDA.

Na vontade de querer de tudo uma fatia
A cada instante na luta da lida
Se revela em você a cada dia,
A esperança de vida.


Na verdade que não convém,
Nos momentos do choro da partida,
Na obrigação por alguém,
Até nisso, se caracteriza a vida.


Vida pois terás
Nos sonhos inconscientes,
Nas relações pendentes
E, mesmo no seio do ódio, amarás!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1978. Inédito!

RECONHECER.

Chocante ser
Que perfeito a mim se faz mostrar
E inibe o meu merecer
Tanto quanto aos seus pés eu me prostrar.

Reles sofisma
para burlar os meus receios,
Amainar a minha cisma
Viciada em devaneios.

Prosopopéia,
Cheia de reticência,
Incoerente platéia
Essa minha consciência.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1979. Inédito!

sábado, 25 de dezembro de 2010

O PURO AMOR.

Falas de amor
E dizes que amas,
Entretanto, restringes,
És exclusivo
Proprietário desse amor ...?
Que amor que nada!
Onde existe esse
Que não repartes
Em proporções
De pura misericórdia?

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 02.09.1993. Inédito!

A FORÇA.

Em um certo reino,
império da força,
cidadãos governam
e são governados
pela força.
No seio desse reino
surge a inteligência,
num dado momento.
Cidadãos inteligentes,
aliam inteligência
à força.
E, mesmo em nome
de tamanha
aliança inteligível,
governam
e são governados pela força.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 02.09.1993. Inédito!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O MEDO.

Eu tenho medo de morrer aqui
sem que antes tenha vivido
a vida que, vivo, desejo viver.
Eu tenho medo de mim
quando olho-me por dentro
é só vejo o que ninguém vê
olhando-me por fora.
Eu tenho medo do homem irracional
que mata e depois justifica,
racional, o motivo da morte.
Eu tenho medo da solidão
das noites dos domingos
porque sei que, depois delas,
vem a rotina das segundas.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 15.12.1991. Inédito!

O SALTO.

Caminhar num traço
iluminado pela luz do Sol,
das estrêlas,
da consciência.
De súbito apagar as luzes,
a noção do ser,
cair do traço.
Sentir o vácuo impalpável,
obscuro,
estranhamente enigmático,
tentar voltar.
Gritar na bifurcação
da existência
um gito inaudível,
sem som, sem êxito.
Depois o medo,
a incerteza,
a consolação.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1979. Inédito!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MUITO ALÉM DO JARDIM.

Amaram um louco
E, nas suas dissertações
Sobre como cuidar de plantas,
Tomaram-no com um sábio.

Deram-no por lúcido
Quando, na verdade,
Nem sabia que existia ...

Mas conquistou os grandes
E nos arredores dos mesmos
Impunha com singeleza
Os seus delírios de jardineiro,
Como forma de cura
Aos males sociais.

E andava pela vida,
"Muito além do jardim",
Como uma brisa
Que soprava nos corações.

Não tinha sentimentos,
Porém era causador
de risos e de lágrimas.
Era pobre,
Mas vivia como um fidalgo.

Não lia e nem escrevia,
Mas era visto como um poliglota.

Observava a vida,
Simplesmente,
Como a um programa televisivo
Que podia ser deixado de lado,
Quando bem lhe conviesse,
com apenas um toque
No botão do seu controle remoto.

Então, o que é a sabedoria,
Para os homens normais,
Senão a maior das debilidades?
Ou a loucura
Como a filosofia dos sensatos?

... Alguns podem até não concordar,
Entretanto,
"A vida é um estado de espírito!"

Por  RUI RICARDO RAMOS.

NOTA DO AUTOR: Texto poetizado em 02.10.1989. Inédito! "Muito Além do Jardim" é uma homenagem ao maior de todos os filmes, o filme dos filmes, o melhor entre os melhores. É um filme para ser analizado pelo coração e pelo espírito pois trata de sentimentos que são inexpressíveis em palavras. Complexidade de temática.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

Você sabia que na Pré-história quando os homens eram, apenas, meros elementos que compunham a paisagem e que dependiam da natureza para sobreviver, pois viviam  da caça e da pesca, foi a MULHER que deu início ao gérmen da PROPRIEDADE PRIVADA?
Calma! Vou explicar-lhes ...
O macho da espécie humana, naquele período, era um caçador e pescador por natureza e tinha, por este motivo, que percorrer grandes distâncias para adquirir alimentos. As caçadas podiam durar dias, semanas e até meses, dependendo da época do ano.
A mulher, por ser fisicamente mais frágil e por muitas vezes encontrar-se grávida, ou amamentando, ou ainda tomar conta de crianças, não podia acompanhar os machos da espécie em seus seguidos deslocamentos.
Tais fatos forçaram-na a  tornar-se  sedentária. Fixando-se em um determinado espaço físico delimitado, torna-se agricultora e criadora de animais. Com o tempo, esses espaços físicos delimitados, tornaram-se vitais para a manutenção das famílias. Passa a haver lutas por tais espaços e, os melhores, os que ficavam em locais acessíveis e perto de rios e de corregos eram os mais disputados por cada família. Cada uma das famílias passa a ter um chefe, ou melhor, uma matriarca que distribuia as obrigações de cada um dos seus membros.
Inicia-se, então, naquele período, a SOCIEDADE MATRIARCAL e as primeiras noções de PROPRIEDADE PRIVADA até a forma como a conhecemos nos nossos dias.

Por RUI RICARDO RAMOS.

O POVOADO.

Poeira que reluz e cai em flocos
gravetos que se agitam e rolam,
uiva o vento nos encontros mal bitolados
das palafitas.
Carcarás que planam sob o céu azul e escaldante,
cães esqueléticos que relacham na sombra escassa
do arbusto disfarçando a dor da fome,
crianças nuas e descalças de barrigas quebradas,
choram ao pé do quiçaba
imbecilizadas geneticamente pela fome.
Mulheres paridas de pouco
acalentam suas crias ao pé do poiá,
homens impedidos de plantar pela secura da terra,
confeccionam pacarás
e vendem-nos aos raros andantes daquela estrada.
A tardinha, carrancas magras e bem melaninadas
se postam nas janelas, dando a impressão
de serem velhas molduras castigadas pelo tempo.
Seus olhares serenos se deixam fixar
ao longo daquela estrada
como se nela morassem os seus sonhos
e as suas esperanças.
De noite, a fumaça das chamas
enegrecem os seus pedestrais;
homens fumam, crianças toçem,
mulheres de pernas cançadas
e de varizes dilatadas,
frutos de um resguardo mal resguardado.
E assim levam a vida,
na eterna rotina
do conceber ao decompor da matéria.
Creio eu que,
pela passividade daqueles sêres,
seus espíritos nunca estiveram
presentes em seus corpos.
Para eles a vida passa assim,
naquele povoado,
tendo como únicas novidades, os seus extremos.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1978. Inédito!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

Você sabia que o PACTO COLONIAL pode ser definido como um conjunto de regras, leis e normas que as metrópoles impunham às suas colônias?
Você sabia que o PACTO COLONIAL foi um dos principais motivos da revolta dos colonos americanos, fomentando a aceleração do processo de independência do Estados Unidos da América?
As colônias produziam e exportavam matéria prima, unicamente, para os seus colonizadores. Em contrapartida, os colonizadores produziam e exportavam produtos manufaturados para as colônias.
Havia a proibição de que as colônias exportassem para outros países e, se o fizessem, tais produtos eram altamente taxados por inúmeros impostos.
Os colonizadores exportavam e importavam de quem entendessem necessário!!!
Durma-se com um barulho desses!!!!!!!!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.

A poesia é eterna porque busca a essência
e transmite o sentimento.

O SENTIR.

Dor de homem
a dor que sinto.
Sinto dor
Pelo que fiz?,
Do que sou?
Sou homem
e sinto dor
não sei porque,
só sei que sinto.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 25.10.1991. Inédito!

O QUERER.

És bússola
das estrêlas do meu céu,
és farol do mar
dos meus sonhos
e das noites
mal dormidas
pelo afã de te querer.

És o próprio milagre da vida
que se fecunda
nas manhãs ensolaradas,
quando te vejo;
És a fecundidade das sementes
que se deixam engravidar
no ventre dos solos raros.

És flôr
e te fizeste,
criaste os canteiros
do jardim em que te vi,
és tudo quanto desejo e,
pelo simples fato de existires,
existo!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 25.10.1991. Inédito!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

O QUE É FUNDAMENTALISMO?

É o termo usado para se referir à crença na interpretação  literal das literaturas sagradas.
O termo surgiu no início do século XX nos EUA, quando protestantes determinaram que a fé cristã exigia acreditar em tudo o que encontra-se escrito na bíblia.
O termo também é aplicado à Revolução Islâmica de 1979 que transformou o Irã em um estado teocrático o que, aos olhos dos ocidentais, se caracterizou em retrocesso democrático pois, ao contrário das constituições européias e americanas, fundiu a religião ao estado.
Objetivos do Islã: restabelecer territórios judaicos como determina o Torá e expulsar os palestinos da região, oposição ao sionismo, fundar uma República Islâmica na Argélia, fazer uma guerra santa, fazer do Egito um estado islâmico, criar um estado islâmico nas Filipinas, combater o aborto em qualquer caso, o homossexualismo e o uso de preservativos, entre outros.
Métodos utilizados: o terror através da doutrinação é o principal deles.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOVO TÓPICO NO BLOG: ECOLOGIA E AMBIENTALISMO.

Um orgão de comunicação de Portugal, a QUERCUS TV, veículou um spot publicitário onde podemos observar os seguintes fatos:
- VÍDEO 01: um macaco a enforcar-se,
-VÍDEO 02: um urso salta em um abismo para a morte, e
-VÍDEO 03: um canguru jogando-se sob um comboio automotivo.
Tais formas de "suicídio" demonstrariam, segundo a QUERCUS TV, o desespero de tais animais com o aquecimento global ...
Publicações como essa revelam, por sí só, a ridícula forma de apresentação da TÉCNICA DO CATASTROFISMO, objetivando semear pânico ao povo português (sociedade antiga, tradicional, precursora das grandes navegações e, por conseguinte, do capitalismo colonial) sob o mito do aquecimento global, pela intervenção humana na produção dos espaços geográficos e econômicos.
Os praticantes da "tese dominante" do aquecimento global, via ação do homem, irritam-se com a "tese do contraditório"e beiram as raias do fundamentalismo.

Por RUI RICARDO RAMOS.

 

O DESPREZADO.

Coerente com o espírito
dista numa coexistência coeva,
coeternamente
dessa coisificação coercitiva.
Coleadamente,
coinquinou o próprio nome,
colapseou coitadamente
o seu ego
e coinchou
feito um suíno na cocha
aturdido por uma breve cognição.
Coaptou o coágulo coativo
das suas idéias e, coato,
criou cobaia de si mesmo.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 07.02.1992. Inédito!

O CONSELHO.

Caso não seja o que queres,
o que queres então que eu faça?
que mude o sentido da coisas
e que me faça em pedaços?
Não, não farei eu tal desatino,
falarei em tom monólogo
um discurso inspirador,
um conselho, como queiras!
Desde então terás a chance
de te comoveres em lágrimas
ou de rejeitares o mesmo.
Da opção primeira
serás rico como um sábio,
e eu, um bom conselheiro;
Da segunda serás tu mesmo
a resposta e o caminho,
porém eu não terei perdido
o meu precioso tempo.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 03.02.1992. Inédito!

sábado, 18 de dezembro de 2010

A DEPENDÊNCIA.

Existir sim,
cada momento,
nessa imagem
que acalenta.

Sendo frágil,
do peso que enverga,
correr por obstáculos
e saltar por sobre intrigas.

Sobrepujar o mais
tirano adversário:
a dependência,
qualquer que seja.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 27.04.1990. Inédito!

O IMPECÍLIO.

Pensava ser um deus
e vivia por traz dos erros
que o impediam,
um perfeccionismo de homem
sem perspectivas.
Queria ser um homem
mas a sociedade
castrou seus sonhos
que o impediam.
Viveu à margem,
marginal.
Sonhava ser um pássaro
e por traz das grades de ferro
que o impediam,
caminhava o espaço disponível
canto a canto.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 04.12.1989. Inédito!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O MARTÍRIO.

Por que o amor,
se não nos deixam amar
o ser de quem tanto gostamos?
Por que tanta dor,
se culpa não teve,
nem tão pouco pode entender
a crueldade do seu inquisidor?

Nada pude fazer
enquanto suas entranhas
se diluiam
em uma só chaga cancerígena!
Me magoa
essa inerte passividade,
essa impotência econômica!

E como se não quisesse partir
cravou seus olhinhos nos meus,
lacrimosos, piedosos, já sem vida,
me pedindo prá ficar.
Suspirou duas   vezes e entregou
o seu espírito felino
na presença do meu olhar.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA : Texto poetizado em 26.02.1992. Inédito!

OS PASSOS.

Produz o poeta
Cada momento
E salta de louca alegria
Feito criança
Que acaba de ganhar
Um doce, um brinquedo ...
Simplifca cada verso,
Como simples deve o poeta ser;
Sem orgulho do que produz,
Nem vasculhar na vasta língua
Os dogmas vernaculares.
Inspira os sentimentos
Até gerar poesia boa
Onde em cada verso escrito
Revele-se a alma do poeta,
Nada mais além.
Assim devem ser
O poeta e a poesia
Para que um espelhe o outro
E os dois se completem,
Harmoniosamente;
Na glória do criador,
A mensagem da criatura.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 05.05.1994. Inédito!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SENTIMENTO.

Um detalhe,
infíma porção
de um todo,
um sentimento
que se expressa
na cama,
no ato, na paz,
na certeza
desse momento.
(Se és real?)
Pouco me importa.
Só o gosto
me importa,
dessa dor
que me revigora
e que te é
sintomática.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 26.07.1989. Inédito!

MELHORAMENTO.

Lapidar-se-á o bruto
para que lhe sejam removidas
as impurezas;
Moldar-se-á o amorfo
afim de que uma nova aparência
lhe seja dada;
Polir-se-á o sem vida
e o brilho da vida
se mostrará bem definido;
E agradável parecerá o objeto,
antes pálido,
aos olhos do Seu Criador.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 09.03. 1989. Inédito!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

LIMBO DOS CÉUS.

Sementes se semeiam
em solo seco e sem limo.
Poda-se os espinhos que crescem
e as vazantes ladeiam.
Nasce a planta,
brotam flôres
de limbos largos e planos.
De novo crescem os espinhos
antes dos frutos brotarem.
Matam a planta,
digerem as flôres
que delas só restam o quimo.
Da planta forte e frondosa
que entre os espinhos se ergueu
agora só restam lembranças
e o lamento do homem
que da planta se esqueceu.
Mas os limbos das suas flôres
que não vingaram na Terra
agora são os limbos dos céus,
amados pelos deuses.
E o homem esquecido
cultiva os espinhos na terra
deixando-a frágil e frígida.
E até os espinhos no cio,
gritam ao homem:
Insensatos!
Não vêm que estamos morrendo?
Pouco nos resta ...,
só o nada.
Façam uma prece aos deuses,
ergam templos a eles,
para que nos mandem flôres!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 30.05.1993. Inédito!

NOVO TÓPICO NO BLOG: ECOLOGIA E AMBIENTALISMO.

Você sabia que existe um climatologista brasileiro, o Professor/Doutor Luiz Carlos Molion, que defende com veemência a tese de que a temperatura do planêta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de CO2 e outros poluentes, nada tem a ver com o aquecimento global?
Ao contrário do que é anunciado, o cientista defende a tese de que o planêta vem passando por um processo de resfriamento o que, segundo ele, não é bom!
Segundo o professor por traz da propagação catastrófica do aquecimento global, existe um movimento dos paises de econômias centrais, objetivando a frenagem do desenvolvimento das econômias emergentes.
Por fim, Molion afirma que, os cientistas que defendem e estudam a tese contrária ao aquecimento do planêta, sofrem retaliações em termos de verbas para darem continuidade às pesquisas que visem provar tese contrária a do aquecimento global, via ação humana.

Por RUI RICARDO RAMOS.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NOVO TÓPICO NO BLOG: ECOLOGIA E AMBIENTALISMO.

UMA BREVE INTRODUÇÃO:

Em face a grande preocupação com a questão ecológica e ambiental, local e mundial, resolvi tratar dentro deste blog de um novo tópico que intitula-se de ECOLOGIA E AMBIENTALISMO.
Não podia, sob qualquer argumento, fugir de tal preocupação que não é só minha, mas de bilhões de habitantes do planeta Terra.
As futuras tratativas trarão, em suas entranhas, as realidades e as mentiras a respeito do tema sob uma óptica social, política e econômica.
Os mitos a respeito do aquecimento global serão tratados e, torna-se um imperativo, sob a óptica científica cumulada com os anseios geopolíticos e geoeconômicas das nações de centro, das nações em desenvolvimento e, finalmente, das nações periféricas econômicamente.
Espero, enfim, poder contribuir, um pouco que seja, objetivando informar às pessoas a respeito das nuances que envolvem este assunto tão polêmico que intitulo de ECOLOGIA E AMBIENTALISMO.
O futuro, a ciência, a política e a econômia são variáveis indispensáveis para o deslinde desta questão tão importante e preocupante.
Espero que gostem e que curtam esta viagem por "terras" que, até bem pouco tempo eram visitadas, somente, pela ciência e pelos interesses capitalistas.
OBRIGADO!

Por RUI RICARDO RAMOS.

A MATURIDADE.

Idéias radicais,
descompromissadas e rudes,
falta de sentimentos.

A boca seca,
a língua afiada.

Rejeição ao amor,
solidão, dias quentes.

Porque há força,
certeza da não salvação!

O tempo corre,
indolor.

A responsabilidade chega,
sobrepuja-se e aflige.

O certo e o errado se decantam
e não admira ao que observa ...
pois é natural,
simples processo.

O envelhecimento enfim,
contudo não se vai,
Tão pouco quer partir.

Partir prá que?

Vive-se pouco
e nada foi construído ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 01.03.1994. Inédito.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O PINGO.

O pingo pinga,
pinga tanto
que fura a pedra.

A pedra dura
o pingo pinga
e fura.

Fura a pedra,
o pingo
e pinga
até se derramar.

E escorre
o pingo
sobre a pedra
e pinga
escorrendo
para o mar.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 25.10.1991. Inédito!

A LOUCURA.

Minha cabeça louca
disfaçada e coerente
de repente é algo
que eu não sei explicar.

Tiro idéias
faço planos
mudo planos
até nada fazer.

A sensação de andar em círculos
a vontade de agir sem fazer a ação
a certeza de trans formar o verbo
em nada mais do que nada.

Andar deitado
dormir andando
sonhar acordado
acordar chorando.

Sou louco
mas não sei como é ser
a loucura é assim, assintomática,
até que nos embriaguemos dela.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 05.05.1993. Inédito.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

Você sabia que o derretimento das geleiras não aumenta o nível dos mares?
Segundo o Professor em Climatologia, Luiz Carlos Molion, a afirmação de que o derretimento das geleiras é causa do aumento no nível dos mares é fantasiosa.
Na realidade, segundo ele, "o que derrete é o gelo flutuante e, ele não aumenta o nível do mar."
O Professor Molion vale-se de um cálculo e de um argumento bem simples de entender, para fazer tal afirmação.
Os oceanos, desde a formação do planeta Terra, até os dias atuais, nunca tiveram um ganho ou uma perda no seu volume total de H2O (água).
As geleiras, na realidade são águas em estado sólido e compõem o volume total dos oceanos, juntamente com a sua massa.
Se retirássemos todas as geleiras do volume total dos oceanos, fatalmente, o nível destes iria diminuir em termos percentuais. Da mesma forma, se de alguma parte do universo importássemos algumas geleiras e introduzíssemos essa nova massa de gelo nos oceanos, teríamos, fatalmente, um aumento no nível total dos mesmos.
Entretanto, o derretimento do gelo superficial ou flutuante, para a sua forma líquida não pode, matemática e fisicamente, ser o causador do aumento nos níveis dos oceanos.
Façamos um teste: Coloquemos duas pedras de gelo em um copo e depois completemos o volume do mesmo com água (o volume das pedras de gelo juntamente com o volume de água no copo, compõem o volume total do copo). Com o tempo as duas pedras de gelo irão derreter-se em seu volume flutuante (10%) e a nossa constatação é a de que o volume total de água existente dentro do copo não aumentou, ou seja, o líquido não "esborrotou" do copo.
Então a constatação é a de que o nível dos oceanos não está aumentando, ou melhor, permanece o mesmo desde sempre!
Existem lugares no planêta onde os oceanos avançam e, em outros onde os oceanos retrocedem. Contudo, tais variações não têm quaisquer ligações com a temperatura global.
Tais variações relacionam-se com ocupações indevidas e desordenadas das áreas próximas aos oceanos, como por exemplo, os aterramentos para construções de cidades, a poluição com alguns agentes químicos e as destruições dos arrecifes de corais.
Por RUI RICARDO RAMOS.

RECORDAR.

Voltar,
Voltar sempre
Prá recordar o que foi,
O que passou,
O que ficou,
O que não pode mais ser,
Nem é,
Nem será.
Porque se foi sem explicação
Sem rastro,
Sem referencial,
Sem culpa ...!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 01.03.1994. Inédito!

O INFERNO.

O inferno que nos ensinam
Não é dito como é.
É feito nódoa,
Mancha que não se pune,
Casa que não se varre.
Existe na fraternidade dos deuses
Para punir os fracos
Por tempos muitos.
O inferno tem a cara
Dos déspotas do nosso tempo,
Sem lábios nem expressões,
Inclementes e amorais.
O inferno que nos ensinam
Não é morno e nem é quente.
É frio como os corações
Dos homens que nunca viram
(Esta semente de virtude!)
O inferno é assim,
Sem caldeirões quentes
Nem pedidos de clemência.
É o caminho reto
Dos que não se enquadram
Nem se perpetuam
Em conjunturas mórbidas.

Por  RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado na madrugada de 11.06.1994. Inédito!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

OS CALOS.

Pessoas que andam
pessoas que passam
tão frias, tão distantes ...
Eu as observo, cada uma,
com seus passos largos
e seus braços longos
no afã de chegar em algum lugar.
Aonde irão? Me pergunto.
Será que chegarão?
O caminho é fácil
as ruas são largas
e raramente onduladas.
Mas seus pés
têm calos que incham,
que restringem as passadas.
As mãos contraem os dedos
que teimam em ficarem livres
prá não sufocarem-se.
Talvez na ânsia
de observarem os pés
e controlarem os calos.
Todos temos os nossos calos,
visíveis ou invisíveis,
inchados ou murchos,
para nos dificultar a vida.
E nossas mãos
que não nos conduzem, até elas,
meras observadoras dos nossos pés,
têm os seus calos que calam-nas
porque se envergonham
dos dedos que têm.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado na noite do dia 14.11.1994. Inédito!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O VETOR.

Vetor que sou
não me oriento
como os segmentos
em conjunto
e para o espaço
foi a equipolência
deixando a minha linearidade
combinada com os fragmentos
da base que construí.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 12.12.1991. Inédito.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.

"Entre tantos sentimentos que impregnam a vida do homem,
a atração pelo desconhecido se sobressai."

O RESGATE.

Do brotar do Sol
de raios mornos e leves
ao brilho encandescente
que se arrefece
com a caída da tarde,
vem o crepúsculo,
oeste-horizontal
em sua essência,
trazendo consigo
a fantasmagoria
das suas côres inebriantes
que deixam com o enegrecer
das suas formas cintilantes,
se visualizar a noite das quimeras.
Co'as estrêlas de brilhos toscos
que parecem despencarem
de um toldo senfim,
vem à lembrança
do homem solitário,
um pretérito distante
e a promessa do deuses:
- Um dia serão suas ...!
E como que codificada geneticamente,
essa lembrança,
o homem solitário grita,
na calada da noite:
- Oh!!!
presente dos deuses,
futuros advirão
em que eu vos resgatarei!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 19.06.1981. Inédito!

ÁGUA.

Nasce do profundo solo,
escorre molhando
as rochas nuas
e cai nas crostas secas
irrigando o colo,
orvalhando flôres;
das aves,
cintila nas penas suas.
De verde vem da nascente,
espumante, branca, alegre
desponta das cachoeiras,
emite canções
na íngreme corrente,
espêsso azul
se revela nas cordilheiras.
Enfim,
dos elementos da natureza
tu se apresenta
com mais constância
revelando em alguns lugares
a tua limpeza
com transparente
e desfigurante elegância.
Porém ti matam,
ti sujam,
em nome do progresso.
E agora, morto o teu encanto,
apresentas triste negrume
que cai da serra
num suicídio dilacerante.
Água!
Salva-nos,
salva-nos
do teu definitivo regresso.
Não me falte, luta,
se possível fere,
mais não morre,
mais não volta,
não se esconda
no fundo do planeta Terra.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 25.03.1981. Inédito!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A DÚVIDA.

Viverei eternamente
como vivem os deuses?
Se não, de vida em vida
aprendendo e ensinando?
Então viverei?
É isso, viverei ...?
nunca termina ...
se transforma,
mas nunca termina!?

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Eram dias difíceis. As dúvidas pairavam sobre o meu ser e, este texto poetizado na madrugada de 11.06.1994, reflete, um pouco, das minhas angústias a procura de certas respostas. Eram tempos da minha juventude e da minha curiosidade a respeito da vida. Hoje, homem maduro que sou, obrigo-me a dizer-lhes que ainda não encontrei todas as respostas que procuro. Entretanto, encontrei algumas que tornaram-me o reflexo do que hoje sou. As outras dúvidas, administro-as, simplesmente, com maior sabedoria e paciência.

NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.

"O poeta é o juiz de todas as coisas e de si mesmo.
A poesia é o instrumento do seu juízo."

Por RUI RICARDO RAMOS.

FOFO-MOCO.

Chegou meio de viés
como quem nada quisesse.
Chegou sem pedir licença
com sua alegria de criança,
seu mundo silencioso
e seus olhos azuis.
Chegou e foi ficando,
com suas pininanhas
e zincas-caseiras a tratar.
Belo e branco
como um dia de sol,
foi amado por todos.
De repente
e não mais que de repente,
partiu sem dizer nada.
Ferido de morte
- não sei como se feriu -
só sei que partiu
como quem nada devesse.
Rejeitou quem o amou
como se nunca
tivesse havido afinidades.
Partiu como chegou,
de repente!
Acredito que está morto,
para sempre ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado no início da madrugada de 18.07.1994. HOMENAGEM. Inédito!

domingo, 5 de dezembro de 2010

NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.

"Tento em minha mente te definir,
busco em ti a enérgia de todas as coisas
que tomam formas,
que se reproduzem em cada nova vida."

Por RUI RICARDO RAM OS.


"Não que eu tenha a vastidão do saber, mais é que a vida se dispõe e o homem não quer ver."

Por RUI RICARDO RAMOS.

SONHOS.

Neste momento em que acaba o sonho,
Exaltam-se a desilusões.
Sonho se acaba,  medo medonho,
Morre a paixão, distorcem-se as versões.

Coisas que acontecem, não é tudo,
Lágrimas de breve escorrer,
Usa-se a dor como escudo,
Esconde-se a vontade de morrer.

Noites são muitas e sonhos também,
Porém continua o medo.
Prodígios do infindo além?
Pouco importa, passará amanhã bem cedo.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 21.06.1981. Inédito.

COMPLASCÊNCIA.

Sábio admoestador ...,
Pois nem sabes rechaçá-lo!
Predicados não te faltam,
Porém tens teus defeitos...
Vibras ao ver cair por terra
O teu primeiro inimigo.
Ao segundo, premia-lhe com as costas.
Viril inimigo que cospe no teu prato,
Corrói tuas entranhas,
Levando a angústia
Ao mais profundo do teu ser.
Teus instintos procuram uma reação...
Não sabes tu que naufragaste?
Não te enganes bisonho admoestado!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 16.02.1981. Inédito.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.

FRASE DO POETA:

"Todas as coisas existem com um propósito.
Não sei com que velocidade, só sei que existem."

Por RUI RICARDO RAMOS.



FRASE DO POETA:

"Sou como o músico que não conhece partitura:
escrevo por intuição e as vezes desafino nas
concordâncias e nos sinais entonativos.
Entretanto continuo insistindo em escrever,
como o músico inculto insiste em tocar.
Tenho o dom da poesia e só pararei de escrever
quando a inspiração me faltar."

Por RUI RICARDO RAMOS.

ESSÊNCIA.

Contestar!
Contestar a vida
contestar a morte
contestar a tudo
contestar a todos.
Contestar ...
Divina essência,
esta essência Divina
é a essência do homem.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: O presente texto foi poetizado no início da madrugada do dia 18.07.1994. Inédito.

POEMA PARA UMA MULHER.

Eu canto a tua beleza
Mulher dos encantos meus,
Meu canto canta a pureza
Que encanta os encontos teus.


Estrêla de brilho mais lindo
Que nasce com o despertar,
Os lábios sempre sorrindo,
Nos olhos o verde do mar.

Cor do azul celeste,
Rosa pura de amor,
Flôr de essência campestre,
Mel da mais fina flôr.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1981. Inédito!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

Você sabia que o "grande" Rui Barbosa foi o PRIMEIRO Ministro da Fazenda da história da República?
Que Rui Barbosa foi ministro no Governo Provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, que durou de 1889 a 1891?
Você sabia que Rui Barbosa, como Ministro da Fazenda, foi o mentor intelectual de uma política econômica desastrosa para o futuro do país e conhecida como O ENCILHAMENTO?
Você sabia que O ENCILHAMENTO causou um extraordinário aumento inflacionário e que Rui Barbosa colocou papel-moeda no mercado sem que existisse um lastro finaceiro correspondente?
Finalmente, você sabe o que significa o termo ENCILHAMENTO?
De grande diplomata, que rendeu-lhe o título da ÁGUIA DE HAIA, a Ministro da Fazenda ...
É, caros amigos, nós não podemos ser competentes em tudo e querermos abraçar o mundo com as nossas próprias mãos!!!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto postado em 02.12.2010.

FLUI A RAZÃO.

Perdi alguma coisa no passado,
na imensidão escura dos tempos,
procuro a razão do sentido podado,
que me traz em brisa leve
a ternura dos campos.
Tenho da acidez do fruto
estranho sabor,
me sinto,
em breve momento,
num toque raro do saber
que traz à consciência a dor
de não poder da névoa amorfa do passado,
raros momentos viver.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 1980. Inédito!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MORRER.

Morrer...!
Morrer não é o pior.
Pior é viver morto,
se entregar ao desleixo da acomodação
e dos vícios perniciosos,
escravisar o corpo e o espírito.
Morto para os sonhos,
morto para o pensar,
morto para o produzir,
morto para amar.
Morrer é consequência do viver,
viver morto sugere fraqueza.
Prefiro a morte
do que viver morto.
Entretanto,
viver é preciso e de direito,
até que, de fato,
a morte venha
e nos resgate para a vida.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 04.07.1994, ao amanhecer. Inédito!

O BARCO.

Se em ondas bravas
vive a navegar o barco,
quem poderá mudar seu rumo?
O que me dói
é saber estar neste barco,
incapaz de direcioná-lo,
sem nenhuma bússola
capaz de discernir os pólos.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: O presente texto foi poetizado em 04.07.1991. Inédito!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

QUANDO ERA ASSIM.

Cantava o choro e a alegria
com a mesma afinação,
letra e música em harmonia
em tom de animação.

Era a própria poesia
que gerava a canção,
quando o poeta conhecia
os dengos da inspiração.

E era noite e era dia
não havia separação,
era sonho e magia
aqui no meu coração.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 24.06.1991. Inédito!

O BANIMENTO

... e enfim se foi "tudo aquilo"
que jamais veio a mim
cheio de geometrias invisivéis
caminhando por entre arestas
de ângulos introspectos.

Não sei se era realmente "tudo aquilo"
porque distava de mim a distância exata
de quem jamais esteve perto.

Era um eixo abissal
repleto de formas sedimentares profundas
num oceano de lágrimas.

Abjurei "tudo aquilo"
porque nunca esteve perto de mim.

Estou contente agora,
"tudo aquilo" era besteira;
sujeitei-o à minha vontade,
debilitei-o até o esquecimento.

Enfim se foi,
que não volte jamais!

Já que não serve nem complementa,
nem instrui, nem constrói;
só amarra, só empata, ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: texto poetizado na madrugada do dia 28.08.1994. Totalmente inédito.

domingo, 28 de novembro de 2010

CURIOSIDADE: VOCÊ SABIA?

Sempre que acontece, em quaisquer partes do planeta, um fenômeno natural denominado por TERREMOTO, fala-se muito no termo EPICENTRO (ou EPCENTRO).
Entretanto, o seu conceito científico (GEOLOGIA, GEOGRAFIA E ENGENHARIA DE MINAS) é distinto do conceito comum empregado pelas pessoas leigas, inclusive por toda a imprensa mundial não especializada. Enfim, todos erram por ser este um conceito muito técnico e só conhecido, nos seus meandros, pelos especialistas que atuam na área.
Então vamos procurar entender este conceito?
Vou tentar explicá-lo da forma mais simples possível.
Imaginem, por exemplo, que aconteça um movimento das placas tectônicas no leito do Oceano Atlântico.
Imaginem, que essa movimentação ocorreu a uma profundidade de cem quilômetros.
O atrito das placas tectônicas, uma sobre a outra em um sentido de colisão, por exemplo, libera energia.
A energia liberada gera ondas, de diversos tipos. Entre essas ondas existe uma, denominada por ONDA DE SUPERFÍCIE (L) e, é a mais nociva a mais destrutiva dentre todas. Foi, por exemplo, a causadora da destruição do Haiti, recentemente.
Pois bem, feita essa pequena explanação, voltemos ao que interessa.
Tecnicamente, existem dois conceitos: o de CENTRO e o de EPICENTRO.
O local onde ocorreu a movimentação tectônica, onde ocorreu exatamente o atrito entre as placas, não é o epicentro do terremoto. Tecnicamente este local é denominado de CENTRO do terremoto.
Aí o leitor deverá perguntar: Então o que é, afinal, esse tal de EPICENTRO?
Agora que já sabemos que, na profundidade onde ocorreu o fenômeno (no exemplo dado: 100 Km), trata-se do CENTRO e não do EPICENTRO, ficou fácil a explicação.
Então vamos lá: do CENTRO do terremoto, que no exemplo dado ocorreu a uma profundidade de 100 Km, procura-se a distância mais curta até a superfície.
E, a distância mais curta entre esses dois pontos é obtida pelo traçar imaginário de uma reta perpendicular (ângulo de 90 graus), do CENTRO do movimento tectônico, até a superfície.
Esse ponto, na superfície, é o ponto mais próximo do CENTRO. É, portanto, denominado tecnicamente de EPICENTRO (ou EPCENTRO). Simples não é?

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA DO AUTOR: Texto escrito e publicado em 27.11.2010.

sábado, 27 de novembro de 2010

QUINTANA

Quintana se libertou
Viveu poesia,
O poeta verdadeiro,
Sem ler poesias:
(Lia artigos prá se inspirar.)
Morou nele mesmo
Prá viver sozinho,
Sem amores definitivos
Nem endereços fixos.
Morreu a simplidade da poesia,
Morreu fumando as desilusões.
A morte o libertou
Prá "dormir, finalmente, de sapatos."

Autor: RUI RICARDO RAMOS.

NOTA DO AUTOR: Este texto, poetizado em 06.05.1994, é uma homenagem ao grande poeta Mário Quintana o qual desencarnou em 05.05.1994

O POEMA FATAL

A vida tornou-se bela, breve e necessária.
Tirá-la é um despropósito
pois é vital que vivamos
para construir impérios,
descobrir o que se esconde e,
no entanto, existe.
Inventar o que parecia insano,
quebrar tabus.
Adorar ídolos e deuses,
pagar dízimos de salários medíocres,
passar fome na presença da fartura.
Suprimir as idéias
e achar-se na terra
sem a ela pertencermos.
Chamar a pessoa amada de (meu amor),
odiá-la, se quiser.
No entanto, é breve a vida que logo passa
porque vêm as guerras depreciadoras
e os ódios irremediáveis.
"Agora será fatal
que este poema terminou assim."

Autor: RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Poetizado na noite de 24.06.1995. Inédito.

O POETA

Das mãos simples de um poeta
Surgem belas melodias
Como o tilintar dos cristais de festa
No extravasamento das diversas alegrias.

Nas suas idéias e, somente nelas,
Fecundam-se as letras das canções
Que cantam amor e coisas belas
E ensinam a baterem fortes os corações.

É o poeta quem canta a vida,
É ele quem faz a palavra forte,
Quem conhece a gente que lida,
Quem ironiza a morte.

Autor: RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Poetizado em 1984. Inédito.

IGUAIS

Das entranhas da rocha pura me criei forte,
da mais nobre casta dos metais reluzi,
branco que sou, orgulho que tenho.
E eu, metal polido,
me desgastei com o tempo.

Autor: RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: O presente texto foi poetizado em 1984 e, inédito, está sendo postado somente agora, neste blog.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O EPISÓDIO

... e lá ia eu, em pleno dia de pleito numa missão macabra:
numa mão e noutra - porque distribuia o cansaço do peso -
jazia inerte o desconhecido defunto.
Minha frieza era tanto-quanto fria estava aquela forma sem vida.
Porque jamais o vi e nem o verei, nem fiz parte da sua vida.
Enfim, atirei-o ao relento em lugar esquisito e apropriado.
Fui-me indo sem olhar de volta.
Será possível tamanha frieza contra a vida e diante da morte?
Esqueci-me de tal episódio e passei a concentrar-me
em uma outra macabra missão:
Elegeria, naquele dia,
em instâncias maiores e menores
os homens que usarão o poder para roubar-me ...

Autor: RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado na noite do dia 04 do outubro de 1994.

domingo, 21 de novembro de 2010

NOTA DO AUTOR:

Os três poemas que compõem a "Trilogia Granmaniana", embora poetizados nos anos noventa do século passado, são totalmente inéditos e só foram publicados recentemente, por ocasião da inauguração do Blog - Jornal O Campineiro.

Por RUI RICARDO RAMOS.

DA PERSONALIDADE

"Da Personalidade" é o último poema da "Trilogia Granmaniana". Nele o herói Granmar é um deus,  pois consegue apresentar-se e fazer-se presente em todos os momentos e em todos os locais do universo, com a mesma instensidade ...

Título: DA PERSONALIDADE

Granmar é capaz de viver só
longe de tudo e de todos;
Capaz de criar poesia,
como o mais belo poeta, se inspira na solidão.
Assim é ele,
herói, conquistador, inventor do verso,
sabedor da vida,
discípulo da disciplina,
matador de homens,
pacificador, empreendedor.
Vive na mente dos gênios
e nos pensadores sem pensar.
Nas idéias dos déspotas dos paraísos,
nos sonhos dos vassalos,
no despertar das manhãs
e nas noites dos horrores.
Nas coisas doces e amargas,
no ego dos humildes
e na humildade dos fortes.
Só ele vive,
não sei explicar,
entretanto vive.
Como uma figura de linguagem,
(uma hipérbole, uma parábola, uma contradição).
Vive em tudo o que toma espaço,
esprimido na imensidão do infinito.
Na unidade mais básica
como um rei sem fronteiras,
como uma epístola sagrada à humanidade.
Um dogma, uma doutrina,
como um ser sem proporções
que afeta a tudo e a todos.

Autor: RUI RICARDO RAMOS.
Poetizado em 14 de dezembro de 1992.

sábado, 20 de novembro de 2010

O HERÓI

"O Herói"é o segundo poema da "Trilogia Granmaniana". O poema reflete a materialização dos atos heróicos de Granmar. É a subrepujação dos valores benéficos diante dos valores contraditórios. É, em síntese, a Teoria da Causa e do Efeito posta na prática pelos valores éticos do herói ...


Título: O HERÓI

O perigo era evidente
De tornar sonho tão belo
Numa visão comovente
Do verde virar amarelo.

Granmar, contudo, sentiu
A farta fonte secar,
Como uma pétala se abriu
Deixando baixar o mar.

Foi então que seu poder
Ferrenho, tomou virtude
Crescendo todo em saber,
Sereno ousou atitude.

Subiu da terra cansada
Para o céu que não conhecia
De lá visou enseada
Por onde a água sumia.

Grande idéia ele supôs,
Plantar vida sadia,
Bela música então compôs
Vendo o raiar do dia.

E tudo na terra encantou
Ouvindo a voz de Granmar,
Em vapor de água tornou
Fazendo chover no mar.

As coisas juntas somaram
Novo equilíbrio eterno
Certas outras, então, murcharam
Mesmo em pleno inverno.

Autor: RUI RICARDO RAMOS.
Poetizado em 25 de julho de 1992.

Título: O DIA

"O Dia" é o o primeiro poema, por mim escrito, de um segmento denominado de "Trilogia Granmaniana." Talvez o personagem "Granmar" seja uma projeção mental, emocional e poética do ser humano ideal ou, talvez, seja o herói que eu ou quaisquer outros homens, machos ou fêmeas, não podem ser jamais...

O DIA

Sinto o hálito desses dias próximos,
irreversíveis dias que virão
sem que muitos estejam a esperar.
Nesses, que diferirão pela estranheza,
nada de fontes impuras
e nem trilhas prá caminhar.
Porque o Sol alumiará os campos
dos corações enegrecidos
e das mentes assimétricas
num colóquio de sentimentos a expressar.
Então a ordem sobrepujará a anarquia,
a soberba em humildade,
numa sinonímia do amar.
E eu, que transigente sou,
não translúcido me acharei no dia,
nem opaco.
Transparente me acharei
e meu nome será Granmar.

Autor: RUI RICARDO RAMOS.
Poetizado no dia 13 de junho de 1991.