Quem dera
a noite ser infinita
e o homem
- dela -
eterno prisioneiro
Quem dera
todo homem
e cada mulher
fossem boêmios
prá deslizarem
na brisa fria da noite
e, numa simetria
quase perfeita,
preencherem os seus vazios ...
Quem dera
fosse a noite
- berço dos poetas -
e declamassem os seus encantos
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado na madrugada do dia 14.03.1988. Inédito!
Comentários, Opiniões, Textos Específicos ou Genéricos, Poesias, Contos e etc. Por RUI RICARDO RAMOS.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
NOVO ESPAÇO NO BLOG: FRASES DO POETA.
Muitas vezes as pessoas se transformam pelo desejo de viver, ardentemente, uma vida que não lhe é concedida.
Se conheceres a verdade nunca mais te esquecerás, pois ela sempre estará presente na tua vida e pesará nos teus atos.
Por RUI RICARDO RAMOS.
Se conheceres a verdade nunca mais te esquecerás, pois ela sempre estará presente na tua vida e pesará nos teus atos.
Por RUI RICARDO RAMOS.
A FASE.
Um menino a vadiar
comparças encontra
no ato de brincar;
correm nas ruas,
gritam, xingam
mendigas nuas
sem razão prá xingar.
Entre eles próprios,
coisas obsenas,
livros impróprios;
representam cenas
(tiros vêm a calhar)
sem, no entanto, mirar,
matar ...
por qualqur motivo
põem-se a brigar
todos contra um.
Olhar ativo,
grito de guerra,
pernas prá que te quero,
estremece a terra.
Crianças comuns
esquecem de tudo
e, de súbito, sem pensar,
atiram pedras num mudo
e de novo começam a brincar ...
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 21.11.1986. Inédito!
comparças encontra
no ato de brincar;
correm nas ruas,
gritam, xingam
mendigas nuas
sem razão prá xingar.
Entre eles próprios,
coisas obsenas,
livros impróprios;
representam cenas
(tiros vêm a calhar)
sem, no entanto, mirar,
matar ...
por qualqur motivo
põem-se a brigar
todos contra um.
Olhar ativo,
grito de guerra,
pernas prá que te quero,
estremece a terra.
Crianças comuns
esquecem de tudo
e, de súbito, sem pensar,
atiram pedras num mudo
e de novo começam a brincar ...
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 21.11.1986. Inédito!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
CRIAÇÃO.
Inexistia o tempo,
que dormia deitado no colo
do duradouro infinito,
onde estava o Construtor Luminoso,
criador da raiz do mundo
e da feição bruta da matéria amorfa.
O eterno vibrava no infinito
e o germe que estava na escuridão,
respirava o ar adormecido da vida.
O germe morava no ato
e o ato era a própria luz,
filha branca da escuridão.
De repente, a raiz do mundo
faz florescer a luz,
a escuridão desaparecera,
deixara de existir.
A hora chegara,
o raio relampejava dentro do germe;
o germe-matriz desabrochara,
o raio da vida se multiplicara
em raios menores.
Era o início da vida sensível
e sem forma porque, inconsciente,
a vida pulsava
na imensa escuridão do cósmos,
onde a Enégia Criadora da Verdade
se transformara no Ser.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 14.01.1978. Inédito!
que dormia deitado no colo
do duradouro infinito,
onde estava o Construtor Luminoso,
criador da raiz do mundo
e da feição bruta da matéria amorfa.
O eterno vibrava no infinito
e o germe que estava na escuridão,
respirava o ar adormecido da vida.
O germe morava no ato
e o ato era a própria luz,
filha branca da escuridão.
De repente, a raiz do mundo
faz florescer a luz,
a escuridão desaparecera,
deixara de existir.
A hora chegara,
o raio relampejava dentro do germe;
o germe-matriz desabrochara,
o raio da vida se multiplicara
em raios menores.
Era o início da vida sensível
e sem forma porque, inconsciente,
a vida pulsava
na imensa escuridão do cósmos,
onde a Enégia Criadora da Verdade
se transformara no Ser.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 14.01.1978. Inédito!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A VARANDA.
Varanda dos meus encontos
onde contigo vejo as estrêlas brincar
onde me olhas pelos cantos
como quem medo tem de amar.
Na fonte da juventude
juras de amor te dou
tu respondes com a quietude
de quem tudo acabou.
Eu queria nesta noite
sentir o gosto do sim
com um beijo de açoite
e um abraço sem fim.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 01.08.1986. Inédito!
onde contigo vejo as estrêlas brincar
onde me olhas pelos cantos
como quem medo tem de amar.
Na fonte da juventude
juras de amor te dou
tu respondes com a quietude
de quem tudo acabou.
Eu queria nesta noite
sentir o gosto do sim
com um beijo de açoite
e um abraço sem fim.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 01.08.1986. Inédito!
domingo, 2 de janeiro de 2011
O PREFERIR.
Uma vez seria filho
na outra seria trilho
do direito que afronta
ou do dever que oprime a tantos.
Outra vez era o passado
que no mundo causou enfado
e dobrou os homens todos
imaginando o futuro.
Já quiz eu ser de tudo,
pensei até em ser escudo
da própria imaginação
ou do que prefiro ser.
Prefiro viver assim
do início até o fim,
construtor de verso e prosa,
engenheiro da palavra.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 30.01.1992. Inédito!
na outra seria trilho
do direito que afronta
ou do dever que oprime a tantos.
Outra vez era o passado
que no mundo causou enfado
e dobrou os homens todos
imaginando o futuro.
Já quiz eu ser de tudo,
pensei até em ser escudo
da própria imaginação
ou do que prefiro ser.
Prefiro viver assim
do início até o fim,
construtor de verso e prosa,
engenheiro da palavra.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 30.01.1992. Inédito!
sábado, 1 de janeiro de 2011
PRIMEIRAS CHUVAS DE JANEIRO.
Nuvens de intenso azul escuro
e de dimensões descomunais
caminham prá todos os lados
prenunciando o renovar da vida.
Seus espermas, tantos são,
que caem do alto, fecundam a terra
e espalham a vida por todos os recantos.
Sementes diversas
dão origem à vidas diversas
que, como por encanto,
pulam do ventre vasto da terra mãe
e se espalham, de modo harmônico,
à vista dos homens
que admiram e dizem:
- Dia desses, o Sol ressurgirá prá iluminar,
aquecer a vida que brota
e afirmar o existir das crias
das primeiras chuvas de Janeiro.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Embora o presente texto tenha sido poetizado há muitos anos, fiz questão de publicá-lo hoje, dia 01.01.2011, tendo em vista que, nesta madrugada, embora que parcas, cairam as primeiras chuvas de Janeiro aqui, na cidade de Campina Grande, A Rainha do Planalto da Borborema.
e de dimensões descomunais
caminham prá todos os lados
prenunciando o renovar da vida.
Seus espermas, tantos são,
que caem do alto, fecundam a terra
e espalham a vida por todos os recantos.
Sementes diversas
dão origem à vidas diversas
que, como por encanto,
pulam do ventre vasto da terra mãe
e se espalham, de modo harmônico,
à vista dos homens
que admiram e dizem:
- Dia desses, o Sol ressurgirá prá iluminar,
aquecer a vida que brota
e afirmar o existir das crias
das primeiras chuvas de Janeiro.
Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Embora o presente texto tenha sido poetizado há muitos anos, fiz questão de publicá-lo hoje, dia 01.01.2011, tendo em vista que, nesta madrugada, embora que parcas, cairam as primeiras chuvas de Janeiro aqui, na cidade de Campina Grande, A Rainha do Planalto da Borborema.
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