sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ATO REFLEXO.

Um ato instantâneo e fulminante,
um cálice quebrado,
o sangue a jorrar.
Um medo frenético se revela
e as entranhas retorcidas
congelam-se
diante da ação impensada,
nua, crua, eletrizante,
puramente reflexa.
O canto direito do seu olhar
tropeçou no enrrigecer da sua língua ébria.
E o ato torpe
fluiu nas suas veias intermináveis,
vista ao formigamento que sentia
em suas articulações.
Um medo frenético se revela
 e a fuga veio a acontecer,
indescritível, enlouquecida e sem destino.
Os pensamentos que, agora, fluíam,
davam margem aos cálculos mirabolantes,
que divergiam, em toda a sua intensidade
diante da insanidade praticada.
Sem saída, sem ter para onde ir
cogitou a possibilidade de se auto-explodir.
Diante de tal argúcia,
sucumbiu de ser ele próprio
e viveu, para sempre,
os seus dias intermináveis
em memória do acontecido.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado na tarde do dia 25.02.2011. Inédito! Este poema inaugura uma nova fase em o Blog-Jornal O Campineiro. É a fase contemporânea do poeta e foi composto diante de forma alternativa e distinta em relação aos outros já publicados. É que, este, foi feito sob o digitar dos teclados do meu computador e, diretamente, na área de postagem do meu blog. É amigos, as velhas formas de escrever estão a esvair-se. Até mesmo para mim que iniciei a fazer poemas, escrevendo à esferográfica em cadernos ou em folhas de papéis. Depois, fui para a minha velha e querida máquina de datilografar "Olivetti Letera" portátil, que guardo até hoje, presente que foi da minha saudosa avó "Dona Águida", a qual saúdo, em sua eterna memória.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A SAUDADE.

Nasci aqui e aqui vivi de coração,
mais um dia por precisão,
talvez por solidão,
deixei minha terra prá sempre
e com ela o meu sertão.

Longe, em pensamento,
lembrei-me do sol ardente,
do rio de água corrente,
da cachoeira fremente
e do cheiro do lampião.

Lembrei da minha partida,
da minha mãe querida
e do choro do meu irmão.

O barulho me domina
qualquer batida me alucina,
longe o pensamento se estende
mas o meu coração não se rende.

Outras dores eu não sinto,
(menos a verdade ...),
pois quando termina a tarde
talvez por recordações,
choro de saudade.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 24.07.1981. Inédito! No passado e no presente, pessoas, jovens em sua maioria, casados, deixam os seus familiares nos interiores semi-áridos do Nordeste e vão buscar a sorte (grande?), nas  metrópoles brasileiras. A dor, o sofrimento e a saudade, são alguns dos sentimentos expressos por essas pessoas. Principalmente quando não conseguem ganhar, nem mesmo, o seu sustento, que dirá o de seus familiares que ficam, ansiosos, a esperá-lo. Enfim, trata do fenômeno geográfico conhecido por  ÊXODO RURAL.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO?

Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer de comentários.
Como esta que recebi recentemente:

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse, simplesmente, deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil Reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil Reais ...
E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer as contas. Para a minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado o meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil Reais na minha conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro!
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto feliz em ser pobre. Gastei o meu dinheiro por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário chegarão aos 61 anos, com uma montanha de dinheiro, sem terem vivido a vida.

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO."

QUE TAL UM CAFEZINHO?

MAX GEHRINGER.
Publicado em Blog-Jornal O Campineiro por RUI RICARDO RAMOS.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

COMO?

Eu cansei
cansei de tudo e fugi
fugi de tudo e nada me deteu
tudo se desfez
o caminho se desfez
as pedras se desfizeram.
As pedras ...
impecílios cactus espinhos ...
tudo se desfez e nada sobrou
o que é que eu faço?
Fugi e não sei voltar.
Cansei
cansei da fuga
como me detenho?
Quero refazer-me
caminhar sobre as pedras
superar impecílios
furar-me nos cactus e nos espinhos.
Quero tudo
mas não sei como fazer
quem dera eu não tivesse cansado ...
as vezes é melhor
não se cansar de nada
e não fugir de tudo.

Por RUI RICARDO RAMOS.
NOTA: Texto poetizado em 05.05.93. Inédito!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SABEDORIA DE DOMÍNIO PÚBLICO.

Certa vez era um pai com duas filhas pré-adolescentes. E, em virtude da fase, as filhas faziam-lhe muitas perguntas. A maioria delas ficavam sem uma resposta satisfatória, em vista de que, para o pai, eram inoportunas ou, de fato, não possuía conhecimento e sabedoria necessários para responder-lhes e tirar suas dúvidas existenciais que eram muitas.
As filhas ficavam irritadas pelo fato do pai não tirar-lhes as dúvidas existentes e nunca responder-lhes as perguntas que eram feitas.
O pai, embora pobre de conhecimentos, era um homem abastado.
Um certo dia, chamou as duas filhas e disse-lhes: eu, na condição de pai, não consigo tirar-lhes as dúvidas e responder-lhes as perguntas que são feitas, por vocês, a minha pessoa. Então andei pensando e encontrei uma solução.
Contratei um sábio que vive nas montanhas. Dizem que ele é, realmente, capaz de responder as perguntas e as dúvidas de qualquer pessoa.
Então vocês vão passar uns tempos com o sábio, para aprenderem com ele.
As duas filhas ficaram, então, muito contentes pelo vislumbre de ter a possibilidade de ter-lhes respondidas todas as suas dúvidas.
Foram até a montanhas e começaram a fazer as perguntas que tinham em suas mentes e a tirar as dúvidas existenciais que tinham, próprias das suas idades.
O sábio a todas respondiam-nas, sem titubear.
Com o tempo, aquilo foi irritando uma das meninas, na medida em comparava o sábio com o seu pai.
Um dia, passeavam pela floresta, quando viram um filhote de uma certa espécie de pássaro caído do ninho.
Correram a acudí-lo.
Foi quando, uma delas, que estava irritada com o sábio, teve uma idéia: Vamos ao sábio! Eu vou com este filhote de pássaro em uma das mãos e farei a seguinte pergunta: Sábio este filhote de pássaro está vivo ou está morto. Se ele disser que está vivo, eu o mato, apertando-o com a mesma mão que o estou segurando. Se ele disser que está morto, eu abro a mão e solto o filhote. Não vai ter saída para o sábio, disse a menina irritada.
Dito e feito, foram até o sábio e, a menina irritada perguntou-lhe: Sábio, este filhote de pássaro que eu encontrei na floresta está vivo ou está morto?
O sábio parou, fixou o olhar na direção da menina e disse, depois de alguns instantes: Só depende de você menina. Se você quiser que ele viva, viverá! Se você não quiser que ele viva, então morrerá! Está em uma das suas mãos o destino deste pequeno filhote de pássaro.
A menina, esvaindo-se em lágrimas, correu ao local onde tinha encontrado o pequeno filhote e devolveu-o ao ninho ...

Por RUI RICARDO RAMOS.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SEM RUMO.

Eu não sei mais prá onde ir
não consigo fazer nada
tudo me põe impecílio
minha mente está cansada
as idéias já não fluem
fazer coisas, estudar
caminhar numa única direção ...
já não fazem mais sentido
já não servem ou satisfazem
já não queimam ...
ninguém entende
só eu entendo ...
ninguém consegue entender
tenho medo de errar
caminhar na escuridão e cair
o que é que eu faço ...?
e meus sonhos ...?
se ...
se eu não tivesse ninguém
nem satisfação a dar ...
eu iria embora e ...
ir prá onde ...?
Ah!!!
essa vida é loucura
eu não quero mais pensar!

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 22.06.1993. Inédito! Relata momentos da minha vida. Momentos de reflexão a procura de uma saída. O tempo amainou-me, arrefeceu-me, cozinhou-me no Banho Maria. E os medos, os momentos de incerteza e furor, fugiram-me pro inconsciente. As vezes, acho-me a refletir-me procurando uma saída, um norte, para evitar uma fulga de mim mesmo e daqueles a quem eu amo. É, somos o que fomos e o que seremos. A vida é um produto das coisas vencidas e vincendas e, acho-me entre os dois pólos desse nefasto produto ...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CARA VIDA.

Cara vida
quão bela tu és.
A tua beleza
não se compara
a nenhuma outra.
É a beleza do que sois
ou, na dúvida,
do que és,
a que me refiro.
És vida bela
e não morres,
porque
tão pouco vives.
Pois se morres
continuas após
a morte.
E, em vida,
vives a procriar,
mesmo o que
do morto sobrou.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 31.08.1992. Inédito!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DESAFIO.

Eu quero tomar um chopp
encher a mesa e a mente
sem ter que olhar pros lados;
Andar nas noites
e dormir nas manhãs
tendo o Sol
por cão de bêbado
a lamber-me
com seus raios ultra-violetas
nas calçadas dos vizinhos;
Eu anseio me ver livre
sem pessoas nem divindades
a me protegerem dos perigos
que eu quero que me invadam.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 15.12.1991. Inédito!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PÁTRIA.

Pátria,
minha Pátria amada!

Berço de heróis sem critérios,
casa de ninguém.

Mãe da bonança
(para alguns,)
lamentações para os demais.

Mente de invertidos sintomas,
inverno que não passa,
primavera que não vem.

Eu queria ter o poder
de te reproduzir nos meus sonhos,
sem choros nem máculas;

Longe do peso dos teus encargos,
infinitivamente além das tirânias
dos ideais desse povo.

Eu queria (ser o poder,)
Pátria minha
e Te libertar por inteira.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 26.07.1989. Inédito! Tempos difíceis, aqueles ... recém saídos do totalitarismo, não podíamos, ainda, falar em democracia ... era tudo muito confuso e nos sentíamos sem um norte, a mercê de certos ventos que vinham da América do Norte. Dependência finaceira, inflação galopante ..., enfim, desnorteamento completo e em todos os aspectos da vida, até mesmo do cotidiano.
E hoje, como será que estamos? Melhoramos? O processo democrático é evolutivo ou estagnário? Quais as expectativas para o futuro?
São perguntas que me faço. Existem respostas concretas?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A CILADA.

Entrava inocente
num canto que não conhecia.

De um piscar:
um beijo quente
seguido do afago de uma mão macia ...

... tremia da sorte
    que aos olhos se forjava
    e como gritava sem destino
    em vão o som se propagava
    feito bala perdida
    ao manto fino.

Mas admirava perplexo
a estranha face
que se fazia
no lado côncavo de uma colher,

pois com medo estava
que a chama da vela se apagasse
prá não tombar vencido
nas garras de uma mulher.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 03.02.1988. Inédito.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O OBJETIVO.

Essa vontade louca
de se jogar pro infinito
vencer todas as distâncias
antes de precisar respirar de novo,

de olhar o brilho
de uma estrêla longínqua
e chorar como uma criança
no intento de poder tocá-la
e ter nas mãos
todos os elementos que a constituem.

Essa certeza
de não estar só no universo
e de poder ser escutado
através de um grito desumano,
místico, mágico,
que ecoará sem destino
 a procura de qualquer resposta
nos limites do infindável.

Quem sabe um dia,
olhando uma estrêla,
o homem veja a possibilidade
de nascer de novo,
longe de tudo aquilo que o envergonha,
que o mancha.

Quem sabe um dia,
olhando uma estrêla,
o homem encontrará
um deus humano como ele
que tenha sofrido de todos
os seus males,

um deus evoluído,
sem mistérios, sem pedestrais,
sem um invólucro que o esconda,
que o diferencie,

apenas um deus homem
olhando uma estrêla.

Quem sabe um dia
a estrêla do destino nos guiará
pro objetivo final.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 05.09.1987. Inédito!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A ESTÁTUA.

Se a sujeira
e a umidade da enxovia
embrutecerem o espúrio
e congelarem a dor
em estátua
de um mármore púrpuro:

Direito nenhum
contornará o ato
ao se espuir
sobre a face inercial,
comprimida pelo escárnio
e pelo sofrimento
de não poder se auto afirmar.

Quando do lado esquerdo
da muralha vil,
imbatível,
se avultar o sentimento:

Não necessário
se fará o perdão avulso
mas, por mais tardia
e humilde que seja
a compreensão.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 25.06.1987. Inédito!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

DETALHES DA INGRATIDÃO.

Conta-se que em Londres vivia um funcionário da limpeza pública chamado Mollygruber.
Idoso, era estimado por todos os valores morais que cultivava.
Uma manhã, quando recolhia o lixo do parque onde trabalhava, viu que um menino se debatia, desesperadamente, nas águas de um lago. Logo percebeu que o garoto estava se afogando.
Pessoas se aglomeravam assistindo, curiosas, barulhentas, sem nada fazer em auxílio à criança.
O velho trabalhador, embora com as suas dores reumáticas, se atirou na água gelada.
Com dificuldade, trouxe o menino, são e salvo, de volta às margens do lago.
Dada a sua saúde precária, caiu desmaiado ali mesmo.
A ambulância foi chamada e ele foi levado ao hospital.
Seu feito ganhou as páginas dos jornais.
Enquanto isso, a mão do menino que fora salvo, chegou ao local e começou a examinar o filho, totalmente transtornada.
Em dado momento, olhou para a cabeça do menino e notou a falta do boné que ela dera de presente a ele, naquele mesmo dia.
Começou a gritar e a reclamar, dizendo que o velho roubara o bonezinho do filho. E exigia que trouxessem de volta o boné. Como ninguém lhe atendesse o desejo, por totalmente descabido, ela foi ao hospital.
Nem se dera conta de que a vida do seu filho, o bem mais precioso, fora preservada.
Que, graças a Deus, ele estava bem porque foi retirado da água, antes de ficar congelado.
Não. O que ela queria era o bonezinho do garoto.
Chegando ao hospital, exigiu ver o velho que, segundo ela, realizara o furto.
Tanto gritou e fez escândalo, que o médico de plantão, indignado, lhe disse:
Se a senhora não deixar o nosso herói descansar e se recuperar em paz, eu chamo a polícia para prendê-la!
Com o choque, a mulher se calou e foi embora.
No dia seguinte, o idoso trabalhador morreu. Os moradores da região, aonde ele vinha servindo com retidão,  há anos, inundaram o parque de flores e de letreiros com mensagens de gratidão.
Era a sincera homenagem a quem doou a sua própria vida para salvar uma criança desconhecida.


Por vezes, esquecemo-nos de sermos gratos as dádivas que nos são ofertadas.
Em vez de lembrarmo-nos das alegrias que nos chegam, dos amigos que nos brindam com as suas presenças,  lembramos, somente, da maldade com que fomos alcançados em algum momento.
Assim, um amigo nos oferece o seu carinho e atenção, por anos. Certo dia, em que ele não está bem e, nos dirige uma palavra infeliz, de imediato o descartamos da nossa convivência.
E, dali por diante, a todos os que encontramos, diremos da nossa mágoa, da agressão que recebemos, da má educação do ex-amigo.
Contudo, nos dias de felicidade e de bem querer, não ficamos alardeando tudo o que aquela pessoa nos ofereceu.
Esquecemos de que passou a noite conosco, no hospital, quando nos acidentamos e os nossos familiares estavam distantes.
Olvidamos de quem nos estendeu a carteira farta, nos dias das nossas necessidades, nunca pedindo o pagamento dos dispêndios que teve conosco.
Não recordamos dos dias de alegria, das férias compartilhadas, dos passeios realizados, dos momentos em que nos alimentou a alma com a sua alegria e disposição.
Pensamos, somente, no ato infeliz de um dia, de um instante.
Pensemos um pouco se, ante as bençãos que nos chegam, não estamos agindo como aquela equivocada mãe.
Fonte: Blog Aprendiz de Espírita.
Postado por Sérgio Ribeiro.
Publicado em MeirinhoMor.Of. por RUI RICARDO RAMOS.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DESAFIO.

Subir a colina sombria do cerébro
e achar a ânsia louca que atormenta,
esconde a razão de ser
nos subúrbios lamacentos da mente.
Resgatar a dor
que estreita o coração
e travar com ela a luta mortal, final ...
Trancá-la dentro das duras grades da vontade,
atirá-la no poço sem fundo do esquecimento.
Voltar da luta
como triunfante vencedor,
depois, viver a vida
lutando pelo direito de viver
sem angústias, sem receios ...
Embora que, adiante,
por princípios ou caprichos
incompreensíveis da vida
se veja obrigado a voltar,
subir novamente a colina.


Por RUI RICARDO RAMOS.


NOTA: Texto poetizado em 1981. Inédito!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A RELAÇÃO.

A liberdade é o mais precioso tesouro ofertado ao homem.
A juventude é o caminho para fortificá-la e torná-la não só efetiva, mas um dom sagrado dado por Deus.
A liberdade e a juventude caminham juntas, portanto. Porque são elas que geram o amor, a caridade, a humildade e o perdão que são como condutos para a exaltação.
Entretanto, a juventude é o portal, que se esvai com o tempo e na qual alimentamos todos os sonhos, esperanças e conquistas, para enfim, amainarmos esse fogo com mansidão e sabedoria.
A liberdade, essa conquistamo-la, muitas vezes a duras penas, para ansiarmos por seu sabor.
Já a exaltação é o único caminho para consolidarmos a liberdade e a juventude, eternamente.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto escrito em 16.11.91. Inédito!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PAZ AGORA!

Choro agora estes últimos momentos
que clamam da Justiça o julgo certo
e fazem deste suspiros, de paz isentos,
a visão perdida
de um sol estranho nas áreias do deserto.

Sinto agora não clarear no clã o chauvinismo
e exaurir a dor em toda a sua densidade,
quero, portanto, vos prevenir contra o cinismo
que se semeia,
ameaçando o esplendor da liberdade.

Canto agora a paz que outrora virá
prás terras do no clã.
É o vento, talvez, quem a trará
e dela viverá o homem
e qualquer ser, em todo o seu afã.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 16.02.1979. Inédito!