quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A SAUDADE.

Nasci aqui e aqui vivi de coração,
mais um dia por precisão,
talvez por solidão,
deixei minha terra prá sempre
e com ela o meu sertão.

Longe, em pensamento,
lembrei-me do sol ardente,
do rio de água corrente,
da cachoeira fremente
e do cheiro do lampião.

Lembrei da minha partida,
da minha mãe querida
e do choro do meu irmão.

O barulho me domina
qualquer batida me alucina,
longe o pensamento se estende
mas o meu coração não se rende.

Outras dores eu não sinto,
(menos a verdade ...),
pois quando termina a tarde
talvez por recordações,
choro de saudade.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 24.07.1981. Inédito! No passado e no presente, pessoas, jovens em sua maioria, casados, deixam os seus familiares nos interiores semi-áridos do Nordeste e vão buscar a sorte (grande?), nas  metrópoles brasileiras. A dor, o sofrimento e a saudade, são alguns dos sentimentos expressos por essas pessoas. Principalmente quando não conseguem ganhar, nem mesmo, o seu sustento, que dirá o de seus familiares que ficam, ansiosos, a esperá-lo. Enfim, trata do fenômeno geográfico conhecido por  ÊXODO RURAL.

Um comentário:

  1. Caro Rui!

    Gostei muito do seu blog. Adorei suas poesias!
    Vou ser sua seguidora. Te convido a seguir o meu blog.
    Abraço.
    Jossara.

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