sábado, 1 de janeiro de 2011

PRIMEIRAS CHUVAS DE JANEIRO.

Nuvens de intenso azul escuro
e de dimensões descomunais
caminham prá todos os lados
prenunciando o renovar da vida.
Seus espermas, tantos são,
que caem do alto, fecundam a terra
e espalham a vida por todos os recantos.
Sementes diversas
dão origem à vidas diversas
que, como por encanto,
pulam do ventre vasto da terra mãe
e se espalham, de modo harmônico,
à vista dos homens
que admiram e dizem:
- Dia desses, o Sol ressurgirá prá iluminar,
aquecer a vida que brota
e afirmar o existir das crias
das primeiras chuvas de Janeiro.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Embora o presente texto tenha sido poetizado há muitos anos, fiz questão de publicá-lo hoje, dia 01.01.2011, tendo em vista que, nesta madrugada, embora que parcas, cairam as primeiras chuvas de Janeiro aqui,  na cidade de Campina Grande, A Rainha do Planalto da Borborema.

Um comentário:

  1. Pois é Rui, enquanto ai caíram poucas chuvas, com certeza você deve está acompanhando as notícias e vendo que chove muito em vários cantos do Brasil, inclusive aqui em Natal/RN. A poesia está perfeita e profunda. Um abraço.

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