sábado, 8 de janeiro de 2011

A RUPTURA.

Um dia, caminhando
por entre
as muralhas do consumo,
encontraram
frente a frente
o bagaço,
o vinhoto das canas
daquele engenho maldito.

Surge em seus olhos
um brilho lacrimoso
e em suas idéias
a vontade de despertar
do sono da passividade.

E agora,
com firmeza audaz
e de compromisso
impregnados
em suas veias,
fazem jorrar do engenho
o caldo quente
e saboroso da liberdade.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 01.04.1987. Inédito!

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