domingo, 26 de dezembro de 2010

COMENTÁRIO:

Ontem, dia 25 de Dezembro de 2010, dia da comemoração dos Cristãos do nascimento do Salvador, Jesus Cristo, tive a oportunidade de assistir ao filme JESUS, exibido na TV BANDEIRANTES.
Por infelicidade minha não observei o nome do diretor do mencionado filme.
O filme, como era esperado narra a caminhada de Jesus a partir dos trinta anos até aos trinta e três, quando é crucificado e, no terceiro dia, "ressuscita".
Os milagres são os mesmos, a relação com Maria Madalena é a mesma que já conhecemos nas narrativas convencionais, baseadas no texto bíblico.
Porém, o filme JESUS mostra o Salvador como um jovem alegre e brincalhão e que até bebe  em uma festa de casamento, onde transforma água em vinho.
O Salvador jovem e alegre, acredita no amor e não na violência utilizada por Barrabás e seus guerreiros, para a libertação do povo Judeu do julgo do Império Romano. No filme, Jesus até tem a oportunidade de conversar com Barrabás e argumentar que a violência só gera mais violência e que só amor e a humildade seriam armas suficientes para vencer os dominadores Romanos. É lógico que Barrabás não entendia dessa forma!
O filme tem um rítmo mais dinâmico e, portanto, não torna-se cansativo. Apesar de tratar da vida do Salvador, com os mesmos temas bíblicos que conhecemos, é até agradável de assistir.
Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi a conotação política dada a "traição do apostólo Judas."
Embora tenha sido alertado pelo próprio Jesus, na Última Ceia, o apóstolo insistiu em traí-lo.
Depois da crucificação de Jesus Cristo, em uma conversa com o apóstolo Pedro, o qual também o tinha negado, por três vezes, embora tivesse sido avisado, no Jardim do Getsemani, de que desse modo procederia, Judas afirma para Pedro que assim agiu porque pensava que, com a prisão de Jesus, amado por seus seguidores, faria com que o povo Judeu se revoltasse contra os Romanos e, contra eles entrassem em guerra, objetivando a sua libertação e livrando o território dos déspotas romanos.
O filme, na realidade, desmistifica a predestinação de Judas para trair o "Filho de Deus" por algumas moedas de ouro, como se para isso, estivesse sendo, por assim dizer, um "laranja" da predestinação e da profecia bíblica.
Mostra que Judas, traidor, agiu utilizando-se do seu livre arbítrio, fundamento divino que é defendido pelo Salvador contra "Satanás", até as últimas consequências.
No filme, "Satanás", ardiloso, aproveita-se do sofrimento "expiatório" de Jesus no Jardim do Getsemani, para tentar convencê-lo a desistir de cumprir o seu "destino". Para tanto, mostra-lhe o futuro, as guerras que seriam travadas em seu nome. Argui que todo o seu sofrimento porquê passasse, não seria sufuciente para salvar a humanidade do caos e da dor e, que só a predestinação garantiria o futuro e a salvação dos homens.
Jesus, é claro, fundamentado nas orientações de Deus, persistiu pelo livre arbítrio.

Por RUI RICARDO RAMOS.

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