domingo, 5 de dezembro de 2010

SONHOS.

Neste momento em que acaba o sonho,
Exaltam-se a desilusões.
Sonho se acaba,  medo medonho,
Morre a paixão, distorcem-se as versões.

Coisas que acontecem, não é tudo,
Lágrimas de breve escorrer,
Usa-se a dor como escudo,
Esconde-se a vontade de morrer.

Noites são muitas e sonhos também,
Porém continua o medo.
Prodígios do infindo além?
Pouco importa, passará amanhã bem cedo.

Por RUI RICARDO RAMOS.

NOTA: Texto poetizado em 21.06.1981. Inédito.

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